Tem dúvidas de como deve organizar a alimentação em casa?
Este é um espaço virtual focado na qualidade alimentar que a família deve praticar em casa, nas compras, na creche, na escola, no trabalho.
Aqui encontrará excelentes conselhos de Nutrição e também de Segurança Alimentar a seguir pelo consumidor para si e sobretudo para as suas crianças!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Quero RECLAMAR...!



Não tenho dúvidas que, se não me chamasse Solange Burri, chamar-me-ia Reclamação, Dona Reclamação (se faz favor!). Não sou mesmo uma pessoa conflituosa, nada disso, gosto é de fazer prevalecer os meus direitos de consumidor mas, mais importante do que isso, dar o meu contributo para a melhoria dos serviços de apoio ao cliente, pelos quais TODOS nós somos responsáveis...
Por esta razão, e no sentido de complementar TODA a informação constante do Blog BabySOL® ocorreu-me hoje escrever algumas linhas sobre os cuidados a seguir no momento de realizar uma reclamação de um produto alimentar se reconhece que a errada manipulação não foi sua...
Antes de mais, considero importante fundamentar quais as principais razões que devem motivar o consumidor a avançar com uma reclamação sobre uma compra insatisfeita:
1 - Recuperar o investimento financeiro realizado com o produto alimentar não conforme;
2 - Assegurar que, ainda que se tenha ficado desiludido/chateado com a desagrável surpresa, que reportou essa situação aos responsáveis, contribuindo desse modo para: a) garantir para o seu bem-estar e b) contribuir para a melhoria dos serviços de apoio ao cliente;
3 - Mais importante de tudo, dar o seu contributo individual para a optimização dos processos industriais, elaborados a grande escala e com fortes padrões de qualidade alimentar e cujas falhas, reportadas pelo consumidor, só assim permiti-lo-ão detectar falhas, por vezes, em resultado de más práticas operacionadas fora da fábrica, como acontece com os armazenistas/distribuidores que podem não estar a assegurar as condições adequadas de stock de determinados produtos
Esperando neste momento, ter convencido as mentes mais rígidas da absoluta necessidade de contribuir com a SUA reclamação alimentar, deixo agora algumas dicas sobre os cuidados que deve assegurar para garantir que o seu tempo é, efectivamente, bem aplicado:
Guardar sempre os talões de compra, SEMPRE! Pelo menos durante 30 dias, metidos numa gaveta ou esquecidos no porta-moedas. Mas guarde religiosamente, salvaguardando a reciclagem de tempos a tempos. O recibo permitirá comprovar a data da compra e o nome do comerciante...e o preço pago, pois claro!;
Guardar a embalagem do alimento impróprio: esta será a peça mais importante que deseja validar o responsável pelo dano: indústria ou armazenista? Por isso, se detectou um alimento não conforme, sele a embalagem envolta num saco de plástico e reclame, o quanto antes. É possível que precisem desta prova;
Fundamental reportar esta reclamação por escrito, de forma legível: posso assegurar-vos que um documento desta natureza, por escrito, assume uma dimensão muito mais séria...Além disso, são imensos detalhes que se pretendem analisar (lote, anomalia detectada, onde foi comprado, data de compra...) por isso, para assegurar a informação íntegra, na hora de investigar o que correu mal, facilite esta tarefa fornecendo os seguintes dados:
a) Clara identificação da pessoa que reclama: nome, morada e tlm. de contacto;
b) Descrição do alimento, marca, quantidade embalada e nº Lote: exemplo ARROZ, Marca X, 1 kg, Lote XXXX;
b) Descrição do tipo de anomalia detectada: produto impróprio para consumo e porquê (cheiro, cor alterada,etc.), embalagem deteriorada, rótulo incompreensível, etc.;
c) Quando comprou, onde o fez e em que data;
O que deseja? É importante informar a Entidade onde reclama do que pretende: a restituição financeira da embalagem não conforme (ou de todas que adquiriu no mesmo momento), devolução por novo produto, apenas reportar ocorrência?
Enviar, por email, correio ou até entregar em mão, a carta redigida. De preferência faça-o o mais breve possível, após a situação detectada, pode estar em causa a integridade de outros consumidores...
E claro está, e presente em todas estas directrizes, deve reinar a tolerância, delicadeza e assertividade...afinal, pode ter toda a razão na reclamação apresentada mas perderá força (ou será tratada com menos atenção do que aquela que merecia) se não demonstrar o devido respeito, e tolerância, pelos erros (involuntários!) dos outros...
Uma coisa posso assegurar-vos: seguindo com cuidado estas dicas, dentro de dias, decorrida a reclamação alguma destas surpresas irá acontecer:
a) Visita personalizada de um vendedor a sua casa, com um pack "compensação"...boa?;
b) Devolução em dobro do investimento realizado...boa?;
c) Reclamação de 1 embalagem e restituição de todas as que comprou, ainda que não tenha manifestado essa vontade porque as outras 5 estavam bem;
d) Oferta de novos produtos/serviços, como a oferta de um jantar que eu tive o privilégio de usufruir, em tempos, por uma cadeia de restaurantes...
Agora eu pergunto: vale ou não vale a pena reclamar?
Vale, vale, vale! Não só pela carteira, que agradece, mas sobretudo pelo nosso ego...que se evidencia perante o mundo ao darmos o nosso contributo para o bem dos outros! Então, de que está à espera, hum?

Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação
Ofereça este artigo, em formato pdf, a quem possa ser útil!

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1 comentário:

  1. Olá Solange.
    Concordo TOTALMENTE consigo.
    É importante reclamar, por nós e pelos outros. Só assim é possivel melhorar as coisas.
    Mas como vivemos num país de brandos costumes ainda há muito a ideia de que quem reclama é alguém conflituoso e de mal comm a vida.
    Bjs

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